Festa de Nossa Senhora de Fátima e de Nossa Senhora da Piedade
Como é habitual oito dias antes das festividades decorreu a chamada “Procissão da Muda”, esta procissão decorre sempre no domingo antes da festa, e consiste em levar a Senhora da Piedade e a Senhora de Fátima para a Capela da Lapa, onde permanecem até sábado à noite. Esta “Procissão da Muda” é sempre acompanhada por imensas pessoas, sendo que uma boa parte vem agradecer à Senhora da Piedade alguma ajuda que receberam num momento de aflição.
Durante a semana que antecede as festividades decorreram todos os dias as novenas preparatórias para a festa. Após quatro dias de novena na Capela da Lapa, realizaram-se na igreja paroquial os atos religiosos que antecedem estas festividades. Assim foi no passado dia 30 de agosto à noite que começaram as tradicionais festas da Piedade. Eram 22:30 quando o Grupo JÚNIOR’S deu início a festa. Nesta noite o recinto encheu, e assim todos dançaram até ao final da noite ao som destes jovens das Porreiras.
Sábado dia 31 de Agosto deram início a festa bem cedo, eram 8:00 horas da manhã quando se fez sentir a alvorada com salva de morteiros e o som dos bombos encheu o recinto. Em seguida alguns membros da comissão de festas deslocaram-se no habitual “passeio” com os gaiteiros pela freguesia e também pela Vila, de forma a angariar mais alguns fundos e também alegrar a população. Este ano a festa contou com o Grupo de Bombos de Santo André Amarante, que já marca presença nestas festividades a alguns anos. Depois do “passeio” e de irem a casa dos membros da comissão de festas tocar a habitual “musiquinha” de agradecimento pelo trabalho prestado, dirigiram-se à igreja paroquial. Pelas 12:00 horas foi lançada uma partida de fogo como já é costume desta festa. Já da parte da tarde e como é habitual as pessoas vão chegando ao recinto para o tradicional jogo do chavelho, jogo este que conta sempre com bastantes apoiantes. Ao início da noite saiu da capela da Lapa a tradicional Procissão de Velas, procissão esta que “devolve” a Senhora da Piedade a sua casa, esta procissão termina na igreja paroquial com um sermão em honra da Sra. da Piedade. Pelas 22:40 horas deu início ao arraial noturno o Grupo Roconorte. O recinto começou logo a encher-se e rapidamente se tornou pequeno para tanta gente. Este dia é esperado ansiosamente durante todo o ano, os mais idosos juntam-se nos coretos, pois ali dançam sem apanhar pó e veem tudo o que acontece durante a noite, e isto já se repete há muitos anos, os mais jovens dançam em frente ao conjunto até ao fim e claro mesmo aqueles que nunca dançam na festa da terra dão sempre o ar da sua graça. Era 1:00 hora quando ocorreu a grande sessão de fogo-de-artifício. De seguida o grupo iniciou a segunda parte, é certo que as pessoas de mais idade dizem que a segunda parte dos arraiais é para os mais jovens mas surpreendentemente este ano até os mais idosos dançaram a “nossa” música como carinhosamente eles nos dizem. O arraial durou até as 3:30 da manhã sempre com bastante gente.
Já na manhã de domingo e como é de praxe a comissão de festas vai até à vila fazer a famosa entrada das bandas, este ano com a Banda de Revelhe de Fafe e a Banda de Golães de Fafe. Depois da entrada na vila trouxeram-se as bandas para o recinto da festa onde se fez uma “nova” entrada, e mais uma vez maior parte da população que se encontrava na vila deslocou-se já para o recinto. É com enorme prazer que ano após ano vemos o número de pessoas a aumentar na entrada das bandas, alguns sem dormir outros com poucas horas de sono mas o que é certo é que a população de Resende não falha. É claro que aqui vemos gente de outras freguesias o que nos deixa muito contentes e desde já agradeço a todas as pessoas que logo de manhã nos acompanharam. Depois da tradicional entrada das bandas seguiu-se o início das atuações das mesmas. Como o domingo ainda ia a meio pelas 11:00 horas iniciou-se a missa, este ano com Missa Campal. Tudo foi organizado ao mais pequeno pormenor pela comissão de festas e alguns ajudantes, ninguém ficou ao sol e todos tinham lugar para se sentar, pois num dia de tanto calor todos necessitavam de um lugar à sombra para assim assistirem atentamente à eucaristia. Todos ficaram surpreendidos com esta iniciativa da missa campal e o que é certo, é que a missa teve mais gente do que se fosse na igreja, podemos assim dizer que se viveu um ambiente de grande harmonia e fé este ano na missa da festa.
Pelas 15:00 horas deu-se início a procissão esta contou com seis andores, figurado, bandeiras das confrarias e tudo o resto que é habitual. No início da procissão este ano a comissão de festas decidiu mandar as mordomas da festa trajadas a rigor, já não se usava há muitos anos, mas este ano pensamos que as tradições não se devem deixar morrer e por isso fomos buscar ao fundo do baú os tradicionais trajes de mordomas. 
A procissão é sempre bastante grande pois todos os que estão no recinto a acompanham, quer ajudar, quer como devotos, e como já é habitual está a procissão a chegar a Lapa ainda os devotos vem a entrar no cruzamento na estrada nacional, foi de facto uma procissão muito extensa e muito bonita.
Depois da procissão seguiu-se o habitual concerto das bandas e claro o tradicional bazar. Pelas 20:30 horas ocorreu a tradicional despedida das bandas e se o recinto já estava bem composto durante toda a tarde a esta hora encheu por completo, é fantástico o apoio que todos os anos a comissão de festas de cada ano recebe nesta hora, é muito gratificante para quem trabalha durante todo ano para esta festa, coisa que não é fácil e muita gente não o sabe, e principalmente nos dias de hoje, chegar ao domingo à despedida das bandas e ver tantos sorrisos no rosto, ouvir tantas palavras bonitas vindas de fora é realmente muito bom. Assim decorreu a tradicional oferta dos ramos às bandas por parte das mordomas e em seguida a despedida das mesmas.
A festa não poderia ter corrido melhor, S. Pedro esteve do nosso lado, foram inúmeras as pessoas que ajudaram a comissão de festas sem pedir nada em troca, porque já diz o ditado onde tudo ajuda nada custa. É claro que não poderia terminar sem agradecer a todos os que tiveram presentes, aqueles que ajudaram a comissão de festas todo o ano e claro um obrigado a todos os que de uma forma ou de outra contribuíram para esta festa. Parabéns à comissão de festas, e para a nova comissão de festas muita sorte.
Artigo e fotos enviados por Cláudia Carmo e publicadas no jornal “O Coura”
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